O Mar poesias — 16-03-2007 GTM 1 @ 03:27

O mar é triste como um cemitério;
Cada rocha é uma eterna sepultura
Banhada pela imácula brancura
De ondas chorando num alvor etéreo.
Ah! dessas vagas no bramir funéreo
Jamais vibrou a sinfonia pura
Do Amor; lá, só descanta, dentre a escura
Treva do oceano, a voz do meu saltério!
Quando a cândida espuma dessas vagas,
Banhando a fria solidão das fragas,
Onde a quebrar-se tão fugaz se esfuma,
Reflete a luz do sol que já não arde,
Treme na treva a púrpura da tarde,
Chora a Saudade envolta nesta espuma!
Comentário e análise:
Este poema retrata quando perdemos alguém querido ou até mesmo um simples objeto, tudo se transforma (o que é lindo se transforma em algo terrível), como Augusto dos Anjos fala em seu poema: “o mar é triste como um cemitério”, “cada rocha é uma eterna sepultura”.
O poema retrata também as ondas que são as lágrimas da pessoa ferida, e o que resta somente é a saudade, e tudo fica na memória.
Alana Mendes.

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